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Sexta-feira, Junho 13, 2003
COMUNICADO: NOVO ENDEREÇO DE CATARINALÂNDIA!!
Queridos súditos, gostaria de informá-los que Catarinalândia, o blog mais sangue-azul do planeta, está de casa nova:
www.catarinalandia.blogger.com.br
Não desativarei esse blog, pois ele contém memórias de antigos posts, dos quais me orgulho muito. Mas se vocês quiserem encontrar novos posts, cliquem aqui.
Muito obrigada pela sua visita!
Decretado por Catarina
6:22 PM
Sábado, Junho 07, 2003
ATÉ QUE ENFIM, PAUL McCARTNEY & WINGS!!!!!
É com grande júbilo que acabo de saber uma das melhores notícias do ano – em se tratando de Paul McCartney. Não, não é a gravidez de Heather Mills (mesmo porque eu sempre fui mais a Linda McCartney).
É O – TCHAN TCHAN TCHAN – LANÇAMENTO DA DISCOGRAFIA DO WINGS EM EDIÇÃO NACIONAL!!!!! YUPÍ!!!!
Wings? Que Wings – diria o ignóbil plebeu, desconhecedor da história de Paul McCartney pós-Beatles...
Wings foi a banda que Paul montou com Linda e o guitarrista Dennis Lane, em 1972, e que durou até o finzinho dos anos 70. Na verdade, o Wings existe desde o segundo disco solo de Paul – Ram – que já contava com Lane na guitarra.
Já encomendei o meu preferido – Wings at the Speed of Sound , de 1976 – que tenho também em vinil original da Inglaterra. Pelo site da Fnac (não é jabá, não!) os descamisados fãs de Paul que não conseguiam comprar os Cds importados agora podem fazer suas encomendas. E até pedir como presente do Dia dos Namorados (mesmo quem não tenha namorado-a-).
Agora, EMI do Brasil, um recado: trate de lançar em versão nacional os outros discos-colo do Paul !! – McCartney (70), Ram (71), McCartney II (80 – que é ruim, mas é Paul), Tug of War (82 – obra-prima), Pipes of Peace (83 – com Michael Jackson), Give my Regards to Broadstreet (84 – fraquinho, mas ainda é Paul), Press to Play (87 - meu favorito dos 80), e Flowers in the Dirt (89 – ótimo).
E tenho dito.
Decretado por Catarina
2:27 PM
Terça-feira, Junho 03, 2003
INFLUÊNCIA MALIGNA
Senti-me uma idiota ao postar essa viagem toda sobre Matrix Reloaded! Sim, Catarina, a Grande, déspota esclarecida, benevolente e loira, desce do salto alto para admitir que exagerou no cabecismo.
De fato, fui influenciada por ela, Karina, meu alter-ego, intelectual metida a besta, que mantenho no meu calabouço VIP a fim de aumentar minha cultura geral.
Depois de umas chibatadas – pra aprender quem é que manda – eu retomo meus assuntos prosaicos, cheios de candura e amor.
* * *
INFLUENZA MALIGNA
(OU SABORES DA MINHA INFÂNCIA)
Sim, o outono, minha estação favorita, laureada com céu azulzinho e queimadas por todo lado....Com essas viradas de tempo com que somos brindados ao longo desse maravilhoso outono, várias pestes emergem: resfriados, gripes, sinusites, rinites, bronquites, asmas, pneumonias, tuberculoses, etc, etc, etc....quem ainda não teve uma dessas, que dê o primeiro espirro!
Acometida por uma rinite há umas três semanas, comecei a me lembrar dos tempos em que eu passava quase todo aniversário abraçada a um rolo de papel higiênico, com os olhos vermelhos de tanto espirrar. Bons tempos esses em que eu fazia uma visita periódica ao otorrino de dois em dois meses....Em que eu tomava injeção de cortisona para curar minhas faringites a cada quatro meses...
Felizmente, as pessoas envelhecem e a medicina evolui. Inventaram uma vacina contra a gripe que me salvou muitos aniversários e que me poupou de muitas injeções. Mas as doces lembranças de crises passadas – essas, nenhum xarope amargo tira!
1. AS Infantil – rosinha, vinha numa cartelinha de plástico clarinho....pequenas pílulas de deleite!
2. Dimetapp Xarope Infantil – sabor uva, era o lado bom da sinusite. Não conhecia nenhum coleguinha que não gostasse desse xarope.
3. Celestamine Xarope – com gosto de morango, você fica com a cara igual à sua cor – vermelhinha, vermelhinha.
4. Injeções de cortisona – Celestone Soluspan, Diprospan, Frademicina e quetais. Como esquecer a solução mágica, que acaba com qualquer crise de rinite alérgica em questão de horas? Como esquecer o rubor na face horas depois da primeira dose? Como esquecer a sensação de bem-estar e a completa ignorância de se estar tomando um medicamento que predispõe à osteoporose?!?
5. Tylenol gotas – quem nunca desejou uma febrinha só pra tomar as poderosas gotinhas amarelas?
6. Fluimicil pó – melhor que o efeito de desobstrução das vias aéreas é sorver esse néctar de laranja (podre);
7. Rinofluimicil – não bastava tomar o remédio – tinha de pingar as benditas gotinhas narina abaixo, queimando todas as bactérias e o que restava do meu nariz. Melhor que isso era usar Aturgil (e passar a noite com taquiquardia);
8. Luftal gotas – bem, Luftal não é para rinite, mas é uma di-lí-cia!;
Mas o tempo passa e nos restam somente os comprimidos, seres sem gosto e sem graça em embalagens genéricas. Vez por outra inventam um comprimido dispersível (como o Biofenac DI), porém, para os adultos, acabou a festa dos xaropes coloridos e gostosinhos...Ficar doente virou uma sucessão de remédios chatos, de horários chatos, de médicos chatos. Resta-nos a medicina alternativa, com mel, própolis e chazinhos, gurus e acupunturistas.
Se você, caro(a) leitor(a) e súdito(a) achar que eu me esqueci de algum remédio fabuloso, por favor, enriqueça-me com sua experiência!
* * *
Por falar em assuntos médicos, em breve, comentários sobre uma das minha séries favoritas: E.R. – vulgarmente conhecido como Plantão Médico.
Decretado por Catarina
1:27 AM
Segunda-feira, Maio 26, 2003
MATRIX RELOADED – KI VIAGI....(SE NÃO VIU O FILME, NÃO LEIA!!!)
Bicho, não pude resistir à onda Matrix que anda assolando Catarinalândia – fui conferir a nova viagem de Neo e cia.
Se você não assistiu ao filme, recomendo que NÃO leia esse post – e só volte a lê-lo quando retornar do cinema – poderei fazer referências ao final.
Há quem diga que o filme é chato – eu digo que é viajante demais por vezes. Há cenas de ação ma-ra-vi-lho-sas, mas há também muito blá blá blá, que nos deixam tontos ao tentar entender. Mas uma coisa é certa – o filme continua fazendo muitas referências a História das Religiões, o que, para os desavisados, pode soar muito esquisito e incompreensível.
Duas idéias principais perpassam todo o filme:
1. Fatalismo – a idéia fixa de Morpheus de que Neo é o Predestinado e de que Zion será salva por ele não seria mera teimosia. O conceito de destino está presente em correntes religiosas e filosóficas orientais, como o Hinduísmo, e até em correntes espiritualistas contemporâneas ocidentais, como o Espiritismo. Por outro lado, a idéia de profecia é própria da tradição judaico-cristã, em que eventos futuros estariam escritos num passado remoto – Maktub!
Por causa do destino, o chaveiro morre – ele cumpriu a sua missão. Por causa do destino, Trinity estaria fadada a morrer. Quantas vezes não ouvimos no nosso cotidiano “era para ter acontecido”, “se não aconteceu, era porque não devia”?
2. Por outro lado, o fatalismo leva um duro golpe quando Neo encontra-se com o Arquiteto. Ao ser informado de que ele era na verdade o sexto Predestinado, uma nova realidade se desenha: de fato, tudo seria parte da Matrix, inclusive Zion. Tal qual algumas tradições pré-colombianas, que previam ciclos de destruiçõa e de reconstrução, a Matrix teria tido seis versões, e Zion, o universo pararlelo que não se encaixaria na Matrix, seria na verdade parte dela.
Daí vem o dado “viajante”. Jesus Cristo, no século V e VI, teria sido considerado por muitos cristãos filófosos gregos como o Logos – a Palavra, em grego (note que a nave pilotada por Niobe também se chamava Logos). No Evangelho de João, a primeira frase, escrita em grego, dizia – No início, era o Verbo (Logos). Vem dessa idéia a concepção de Cristo Arquiteto, pois ele teria planejado todo o universo antes de ser criado. Isto é, inclusive o ser humano imperfeito seria parte do plano. O que seria Zion senão o espaço da liberdade, criatividade e da imperfeição – enfim, o espaço humano?
O que seria Matrix sem Zion, e vice-versa? Qual a razão de existir de Neo? Fazer parte da destruição e da renovação de Zion – o lugar dos seres humanos. Lembrem-se do que o Arquiteto diz a Neo quando lhe oferece duas opções – salvar Zion ou salvar Trinity: a característica que une todos os Predestinados é a afeição com o ser humano.
No século IV, no Concílio de Nicéia, decidiu-se pela dupla natureza de Cristo – divina e humana. Ele seria Deus encarnado na Terra – assim, por tomar forma humana, ele teria se identificado com o sofrimento humano ao longo da vida e, principalmente, na cruz. Foi esse modelo de sofrimento e humildade que Francisco de Assis teria levado consigo para abandonar tudo e se tornar o que seus contemporâneos chamaram de “segundo Cristo”.
Neo, portanto, como Predestinado, teria de escolher entre duas opções que implicavam a identificação com o ser humano. E nesse ponto viria o dilema do filme: seria a Providência ou seria a escolha e a lei da causalidade que regeriam os destinos da Matrix e de Zion? Até que ponto, a escolha não estaria incorporada à Providência? Não seria ela parte do desenho ou do programa criado pelo Arquiteto?
A crença de Morpheus em uma profecia é desmentida por Neo – não há profecias – a crença nelas é ilusão que o impele a ações, e toda ação tem sua reação. A crença numa libertação levaria a ela. Mas Neo, ciente do poder da escolha e, ao mesmo tempo, ciente que ela poderia ser parte da algo pré-definido, desafia seu destino e escolhe por Trinity, salvando-a do seu destino fatal.
O que ocorre depois disso? Bem, só em novembro.......
Decretado por Catarina
11:36 PM
Domingo, Maio 25, 2003
NOTA FÚNEBRE
É com muito pesar que, no dia 28 de maio, o mundo blogueiro perderá um de seus mais prolíficos e astutos rebentos: o blog do Black Jack Band se desmaterializará para outra dimensão, sobrevivendo somente na memória e na saudade de seus mais ardorosos fãs.
Não fosse pelo morimbundo blog do BJ, talvez esse blog, porta-voz oficial do reino de Catarinalândia, não existisse, ou demoraria um tanto para se concretizar. De certa forma, tudo começou no dia que marcou o meu reencontro com minha amissíssima Condessa di Marchi e com seu primo, o Duque di Marchi, após quase dez anos de recesso – uma fria noite do fim de junho de 2002, em que tivemos a grata surpresa de assistir a um show do Black Jack no Delta Blues Bar (condado de Campinas).
A simpatia pela banda me levou ao seu blog – e à idéia de montar o meu próprio blog. E não levou uma semana para que o template feioso que eu havia escolhido fosse substituído pelo belíssimo template criado pelo Joe.
Por isso, só tenho a lamentar que o blog que teve tudo a ver com o nascimento deste blog que vos fala saia do ar. Catarinalândia fica de luto, mas permanecemos na expectativa de que, em breve, tanto Joe quanto Whisky venham nos presentear com novas idéias. Essa nota é, acima de tudo, um agradecimento pelos momentos hilários que o blog do BJ me proporcionou ao longo de quase um ano, e pela introdução ao mundo encantado dos blogs – verdadeiro reino da subversão e da avacalhação!
Decretado por Catarina
11:22 PM
Quarta-feira, Maio 21, 2003
RECESSO
Este blog está temporariamente em recesso porque sua Majestade, a Suprema Catarina, a Grande, continua na sua busca incessante pelo Cálice Sagrado, disfarçada de freira, rodando pelo interior de São Paulo, e fugindo de terroristas internacionais. Em breve, voltaremos às nossas transmissões normais.
Decretado por Catarina
11:22 PM
Quarta-feira, Maio 07, 2003
ATÉ QUE ENFIM – CONFESSIONS OF A DANGEROUS MIND!!!
Para quem achou que eu iria deixar escapar o fato de a estréia nacional de Confessions of a Dangerous Mind ser justamente no dia do meu níver....sim, meus queridos, vocês ainda desconfiam ser uma mera coincidência as duas datas? Tsc, tsc, tsc...
Meu veredicto? UÓTIMO! Qualquer coisa que meu muso Sam Rockweel faça – até o medonho “O Palhaço Assassino” (Clownhouse) fica melhor com ele. O que dizer então do primeiro filme dirigido pelo meu outro muso, George Clooney?!?
Como bom taurino, Clooney foi magnífico! Sacanagem foi a publicidade: colocaram George em primeiro, Julia Roberts em segundo, Drew Barrymore em terceiro...e por último....Sam, poor Sam. O peso de uma mente brilhante ser desconhecida me lembra do tempo em que “O Informante” foi lançado no Brasil: ainda que Russell Crowe, meu muso de outrora, tenha ganho indicação ao Oscar de melhor ator posteriormente, Al Pacino levou a fama de protagonista...
Se meu olho clínico, meu terceiro olho, e meu sexto sentido tiverem certos, assim como eu enxerguei a estrelinha na testa de Russell Crowe, logo, logo, meu querido Sam Rockweel figurará entre os grandes. Urso de Prata hoje, amanhã, o mundo!
Por quê? Assista a Confessions of a Dangerous Mind e verá a sua performance fantástica como o canalha genial Chuck Barris.
Um alerta: se você viu o filme e não entendeu direito, ou se você vai ver o filme e leu umas bobagens escritas na imprensa, tenha em mente isso – o filme é contado em ritmo de reminiscências. Dessa forma, pelo menos, eu entendi a fita.
Em alguns momentos, Clooney embota a tela de detalhes estilísticos, de cenas meio “nada a ver”. Mas se você lembrar que o filme começa com um Chuck Barris pelado e catatônico, em frente a uma TV permanentemente ligada, em parafuso por ter sido apresentador de TV de dia e matador da CIA à noite...Talvez sacará porque, “do nada”, o filme vai e volta para o quarto de hotel onde Barris se isolou de tudo e de todos quando o fracasso profissional lhe bateu à porta. São lembranças, descritas no livro que inspirou o filme.
O mais interessante é que não é um filme óbvio. Tem um argumento menos óbvio ainda e seqüências engraçadas – como a que Matt Dammon e Brad Pitt fazem uma aparição hilária, sem precisarem falar um pio. O charme e o bom-humor de Clooney transbordam na tela e pontuam o filme com uma graça incomum.
O entendimento de Clooney do mundo dos game-shows – dado que seu pai teve uma porção-, e do mundo da TV em geral – a citação ao programa de Rosemary Clooney foi mais do que uma homenagem à tia - , permeou o filme com uma visão de certa forma respeitosa ao veículo que deu fama a George Clooney. Ou por acaso alguém já se esqueceu que ele foi o Dr. Doug Ross, de E.R.?
Mas mostra também o lado cruel de um meio intrinsicamente efêmero – o que um dia foi razão de ascensão de Barris, também foi a razão de seu esquecimento.E para o público brasileiro, criado à base de Domingo no Parque, Namoro na TV e Show de Calouros, ver a criação de The Dating Game e The Gong Show é simplesmente um deleite e uma lição de história à la Chacrinha: “na TV, nada cria, tudo se copia”....
Por fim, o grande mérito do filme não foi mostrar várias, e várias, e várias vezes Sam Rockweel de bunda de fora, mas dar infinitos closes naquele sorrisinho liiindo!!!! Ainda que tenham dado papéis de bandidos em alguns filmes (Jerry & Tom, O Assalto, À Espera de um Milagre, As Panteras), e seu talento cômico é notável.
Vai pro trono ou não vai?
VAIIIIIIII!!!!!!!
Decretado por Catarina
11:56 PM

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